Estou passando por uma fase na minha vida (e principalmente no meu trabalho) que faz com que me sinta sozinha. Ninguém gosta muito de mim e eu nunca fiz muito para que gostassem...talvez tenha feito muita coisa para que não gostassem, para falar a verdade. E, sério, não sou uma adolescente revoltada com a vida que quer chamar a atenção. Já passei há alguns anos por essa fase. Hahaha. Perceber que o meu jeito não agrada a maior parte das pessoas com quem eu convivo foi um processo lento, complicado e até doloroso.
O fato é que as pessoas me evitam. Algumas não me suportam. No trabalho, pelo menos metade das minhas colegas fazem isso. Os motivos são variados, mas sem dúvida derivados da minha personalidade difícil. Eu me estresso demais, explodo muito fácil, sei acertar exatamente no ponto que mais dói, provoco, manipulo e sacaneio aqueles de quem não gosto (que são maioria). Isso tudo não seria um grande problema, como uma colega me fez perceber por observação, se eu não fosse antissocial, de certa forma.
Eu simplesmente não consigo manter um relacionamento com as pessoas em geral. E não digo relacionamento amoroso, e sim qualquer tipo de relacionamento. No começo, eu gosto da pessoa e penso nela como uma nova amiga. Mas aí eu me decepciono uma ou duas vezes e o "novo amigo" acaba conhecendo o pior de mim. Não culpo aqueles que não me suportam. Talvez eu mesma pensasse como eles em uma situação similar. Os poucos que conseguem permanecer ao meu lado são os mais compreensivos, que acabam ignorando essa falha grave de comportamento e vêem algo de bom em mim, que nem eu mesma consigo ver.
Sei que sou competente, que tenho milhões de idéias e que posso solucionar quase qualquer tipo de problema. Conheço bem minhas qualidades, mas também tenho aprendido a enxergar os meus defeitos. Infelizmente isso não é o suficiente para corrigi-los. House tem me ajudado a passar por isso. Enquanto ele tenta se convencer de que não precisa de ninguém e que gosta de ser sozinho, tento fazer o mesmo por aqui. Dói quando percebo que não sou exatamente a primeira opção para fazer parte do grupinho dos mais chegados, mas também me sinto bem, como se estivesse exatamente onde deveria estar. Acho que vou levar uma vida para me compreender e aperfeiçoar. Hahaha.
E desculpem pelo texto de desabafo, mas blogs pessoais servem para isso. ; )



