Hoje tornei a assistir o filme "Lolita", de 1997 e mais uma vez me impressionei ao notar como a maturidade muda nossa percepção das coisas. Li o livro do Vladimir Nabokov ainda na adolescência e tive que me esforçar, especialmente no início, para não ficar revoltada e largá-lo pela metade. Acontece que, da primeira vez em que assisti o filme, achei longo demais e bastante cansativo. Não havia percebido que esse relacionamento repulsivo e doentio era contado com tanta delicadeza e poesia. As cenas finais me surpreenderam positivamente.
"Eu te amei, era um monstruoso pentápode, mas como te amava. Era desprezível, brutal, torpe – tudo isso e muito mais, mais je t´aimais, je t´aimais! E houve momentos em que sabia como você se sentia, e era um inferno sabê-lo, minha menina querida. Minha pequena Lolita, minha corajosa Dolly Schiller!"

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